Pelúcias reais e virtuais

3 abril, 2007

 Webkinz

Lembram que uns 4 anos atrás uma marca suíça lançou uma linha de roupas e bolsas contendo um código impresso, cada código correspondendo a um endereço de email a ser criado pelo dono da roupa, para que pessoas na rua pudessem entrar em contato? Era um produto jovem para países frios (literalmente e figurativamente) onde as pessoas tem certa dificuldade de puxarem papo umas com as outras. Foi o primeiro caso de um produto que conseguiu unir mundo real e virtual num só conceito, talvez não o pioneiro mór, mas pelo menos o primeiro a ser noticia em todo o mundo. Esta tendência só faz crescer e vira e mexe aparecem novos produtos que existem no mundo real e que possuem uma “continuidade” na rede, ou vice-versa. Um bom exemplo são os bichinhos de pelúcia Webkinz: vendidos em lojas e sites, eles existem e podem ser abraçados e lavados na máquina de lavar, como qualquer bichinho de pelúcia tradicional. Mas eles também existem na rede: cada um vem com um código que – via o site do fabricante – possibilita ao dono do brinquedo jogar uma série de games tendo o bicho como protagonista. Alguns games dão KinzCash como prêmio, que podem ser trocados por algum outro produto ou acessório. Os cachorrinhos, leõezinhos e eteceterazinhos da Kinz estão virando febre nos EUA; com alguns pais morrendo em até U$100 por um bichano no eBay.

Menos é mais (ainda)

31 março, 2007

A imprensa está começando a esboçar um movimento anti-minimal. Tanto sites independentes quanto a ínfima parcela da grande imprensa que dedica algum espaço à música eletrônica. Insinuam que na Europa o minimal já era (o que é verdade) e que já está passando da hora da modinha ir embora daqui também. O raciocínio é estranho, fica parecendo que o que estão dizendo é “já está na hora de imitarmos algo novo, de importarmos a onda do momento”; mas a causa é justa, pois neste Rio de Janeiro, como acontece com qualquer coisa hypada, o minimal tornou-se onipresente (e quase única opção) a partir de um determinado momento. Nos últimos 18 meses, foram vários os Djs cariocas de electro ou techno, por exemplo, que sem pestanejar migraram para o tal do minimal – justamente esquecendo que “menos é mais”. Enfim, apesar de toda essa chatice minimal que infestou o Rio de Janeiro e que antes tarde do que nunca dará lugar à próxima modinha (new rave?), nem todo minimal é um saco. Muito pelo contrário. E além de todo esse minimal século XXI da Minus, do minimal electro do Trentemoller e do minimal house do Booka Shade; tem coisa boa das antigas, do século passado, mais precisamente de 1997 e 1994.

Ontem, lendo uma matéria de uma revista francesa de dois anos atrás, que comentava uma outra matéria que eles mesmo tinham feito em 97, li novamente o nome Sahko. Um selo finlandês, segundo eles um dos pioneiros do minimalismo recente. Segundo o autor do artigo que – já em 97 – escreveu com a empolgação de um fã, trata-se de uma das “pedras fundamentais” do que anos depois tornou-se essa onda minimal que varreu a Europa e o mundo. Ele elogiou muito o album “Tulkinta” do O (uma letra “o” com um traço no meio) e o album “Rosenkranz” do Mike Ink (que é alemão). Fiquei curioso e hoje de manhã já estavam os dois no “shared folder” do Emule.

Bem interessantes, sobretudo por saber que já faziam isso em meados dos anos 90. Sons experimentais, às vezes com sonoridades que lembram as que foram apresentadas no Hipersônica do FILE, outro dia no MAM. Mas basta se concentrar um pouquinho para perceber a música por trás do que num primeiro momento causa estranheza e pronto; a mente vai longe, acompanhando as estorinhas sonoras que contam. Vale a ouvida. No torrents é difícil de achar, mas no Emule basta procurar por “Sahko” para achar estes e vários outros álbuns (alguns recentes inclusive, pois o selo ainda está na ativa).

O futuro na ponta do dedo

9 janeiro, 2007

iphone.jpg

A Apple Inc – empresa nascida oficialmente hoje – já com seu primeiro lançamento mudou os rumos, para todo o sempre, da indústria do celular e da comunicação móvel. O divisor de águas chama-se iPhone, e a não ser que Nokia, Samsung, SonyEricsson ou Motorola estejam secretamente preparando tecnologias muito semelhantes a serem lançadas em breve – o que acho pouco provável – a Apple será o grande nome das telecomunicações durante os próximos anos. Clique no link acima, veja os vídeos e as demonstrações e entenda o porquê.

Simultaneamente ao lançamento do iPhone, deixou de existir a Apple Computer – até então o nome da empresa. Ao contrário do que possa parecer, o computador não foi descartado do nome, e sim sub-entendido. Neste novo século ele deixou de ser um produto e passou a ser parte integrante de corpos muito mais complexos. A Apple obviamente tem ciência disto, não à toa lança há anos estações de trabalho que não se parecem com meros computadores – e mais recentemente o iPod, que rompeu uma série de barreiras. Preparem-se pois tudo indica que a maçã nos surpreenderá ainda mais (e mais) até o fim da década.

Criando sons com as mãos. E sem bater palminha!

4 janeiro, 2007

Os que gostam de música eletrônica já devem ter visto de perto algum sintetizador. Seja numa foto, no telão do show de alguma banda ou ainda no clipe de alguma música. Geralmente eles têm dezenas de botõezinhos e regulagens, que servem para ir ‘configurando’ mil e um filtros e efeitos até se chegar perto do tipo de som que se tinha em mente. Coisa complicadíssima; que demanda horas e horas de estudo e uma boa capacidade de abstração – uma vez que não é possível ver o que vai acontecendo com o som à medida que ele vai sendo esculpido pelos tais filtros e efeitos. Seria ótimo poder fazer isso de maneira mais intuitiva e visual, não? Pois estão correndo exatamente atrás disso: veja o vídeo abaixo e fique por dentro das maravilhas que estão preparando para os próximos anos…

O marketing por trás do espelho…

21 dezembro, 2006

Narciso

Muita gente não entendeu – eu inclusive – quando a rede de academias de ginástica Bodytech foi comprada por Alexandre Accioli, que resolveu marcar a aquisição adicionando um “A!” no nome e no logotipo da empresa. Sim, uma letra A com um ponto de excalamação, no meio – ou meio por trás, sei lá – da palavra Bodytech. Total non-sense. Imagino que os leitores de fora do Rio devam estar tentando vislumbrar do que se trata tal estabelecimento: trata-se do templo da malhação da classe-média alta, meca da juventude marombada carioca, ao mesmo tempo símbolo de status e microcosmo social, onde os jovens passam suas tardes – algumas gostosas desocupadas passam o dia inteiro – e os economicamente ativos batem ponto à noite. Um lugar tão querido pelos malhadores abastados quanto o Joe & Leos é para os aficcionados em hamburgures. Hamburgures na Bodytech aliás, só de soja. Ou de glúten. (ou glúteos? putz, às vezes o professor de spinning vem com essas palavras difíceis e eu não entendo xongas)..

Mas enfim, o fato é que a locomotiva sócio-empresarial resolveu grifar uma letra A no nome de sua mais nova cria. “A” de “Classe A”? Talvez. Será? Desde pequenos nos acostumamos a ver as pessoas que tem nomes começados com a letra A serem os primeiros da chamada, os primeiros a sair para o recreio, os primeiros a recebera prova corrigida. Para uma criança, ter um nome começado com A é ser vip, é ter primeiro, fazer primeiro. Seria então um maquiavélico plano de marketing, tentando incutir na (pequena) cabeça de seu público alvo a associação entre a letra A e a condição de “vip”, de “privilegiado”? Quem sabe…

O que poucos atinam é que as razões para esta letra A carimbada no meio do logotipo são muito mais simples do que podem parecer. É “A” de Alexandre Accioli mesmo. Algo como uma marca pessoal, um selo de qualidade; ainda que para as pessoas que não façam parte de seu público tal empreitada pareça delírio ou marketing equivocado. Por trás do aparente non-sense há o aguçado tino comercial de quem conhece suas presas como ninguém. E antes que alguém o acuse de narcisista, adianto que é isso aí. Seja divulgando as movimentações de sua vida pessoal através de assessoria de imprensa, seja por conta de sua postura profissional e de sua maneira de levar adiante seus negócios, é inegável que Accioli seja narcisista. Ele se ama e se acha melhor do que os outros. E vende exatamente esta imagem, para narcisistas que se amam e se acham melhores do que os outros (ou que querem se amar e se achar, mas aí já são outros quinhentos). É a vitrine e o culto à imagem que ele vende em suas academias, seus restaurantes e seus eventos. Seja a imagem concreta de um corpo musculoso e com aparência saudável (sim, apararência, pois o consumo de aditivos e hormônios é muito maior do que já imaginamos), seja a imagem abstrata de alguém bem sucedido financeiramente e socialmente.

Ele quer que todas as pessoas que já eram sócias da Bodytech fiquem sabendo que agora aquilo tudo é dele, do Alexandre. Quer que todos os clientes de todas as outras academias saibam que agora existe a academia do Accioli, que é para onde convergirão (só para usar o atual verbo fetiche do mundo do marketing) todas as pessoas que se identificam com seu jeito de ser e viver. Algo como um grande Olho de Thundera vibrando luminoso no céu carioca, convocando todos para a aula de body pumping. Do mesmo jeito que os vendedores de Herbalife usam todos aqueles broches de “Perca peso, pergunte-me como”, Accioli tascou um broche com o símbolo-conceito de seu império no logo de sua nova academia. “Vista a camisa, use os produtos, seja um exemplo vivo do estilo de vida que você vende”; diz o texto institucional no site brasileiro da Herbalife. É um tipo de publicidade que alguns julgam equivocada, mas que funciona suficientemente para que se arrecade alguns milhões com essa multidão louca pra gastar dinheiro com a própria beleza (ou o próprio medo da morte ou da solidão, mas aí já são outros quinhentos). Os quinhentos que importam no momento são os cariocas que frequentam diariamente cada sala espelhada de cada Bodytech, para deleite de seu novo proprietário, que fica a cada dia ainda mais bonito e melhor do que os outros.

Piscinão de São Conrado

20 dezembro, 2006

Hoje, por obra do acaso, finalmente entendi o conceito por trás do Piscinão de Ramos – que até então era para mim uma das mais inexplicáveis manifestações da estupidez humana. Estava eu na van, indo para o trabalho, no terço final da Av. Niemeyer, quando vislumbro novamente a praia de São Conrado (ou do Pepino, como quiserem), em toda sua beleza desperdiçada. Olhando de longe não dá pra perceber a sujeira na areia, tampouco o mau cheiro das línguas negras. Às vezes dá pra ver enormes manchas de esgoto na água, mas hoje não era este o caso. Hoje o espetáculo eram três ou quatro “piscininhas” que (provavelmente) a maré formou durante a noite. Dentro delas – rasinhas, água no máximo na altura dos joelhos – crianças e adultos numa grande farra, brincando ou apenas curtindo o bem bom de se estar numa poça de água suja sob o Sol do Rio de Janeiro. Da van era possível ver a coloração mais escura que a areia tomou na parte outrora seca, naquele momento absovendo aos poucos a água e filtrando as partículas de sujeira. Os piscinões de São Conrado também são democráticos: da garotada e das coléga cheias de blondor da Rocinha às mamães madames com seus filhinhos pequenos, ali todos são apenas cariocas nadando e sorrindo na água de cocô.

Com relação à filial de Ramos, construída pela mão do homem, nunca engoli a hipocrisia de terem preferido cavar uma poça pra nadar no mijo alheio do que lutar pela despoluição da praia. Pensava: “Qual é o sentido de se construir uma praia artificial em frente a uma praia natural”? Mas o que vi hoje em São Conrado me mostrou que, ao contrário do que eu imaginava, o Piscinão de Ramos não se justifica apenas pela insalubridade de se (sequer) encostar na água daquela praia, mas também – e sobretudo – pelo amor do carioca pela piscina. É isso! O carioca até adora uma praia, mas o que ele ama mesmo é uma piscina! Seja uma piscina Toni na laje, um poço de cloro no clube de classe média, um quadradinho de água na cobertura da Vieira Souto ou um buracão de água suja em Ramos ou em São Conrado! No caso dessas piscininhas feitas pela maré, trata-se exatamente da mesma água da praia, sem tirar nem pôr. Então não se tratava de uma opção à impossibilidade do mergulho no mar, e sim de uma das mais puras manifestações do “ser carioca”: divertir-se como pinto no lixo. Literalmente.

Matrix bebeu nestas fontes…

12 dezembro, 2006

 Ghost in the shell

O tempo vai passando e vou percebendo que a trilogia Matrix – realmente – não passa de uma colagem de conceitos e estéticas chupadas de outras obras (alguns livros, mangás e desenhos animados). Em 2004 li pela primeira vez um livro (“Reconhecimento de Padrões“, excelente por sinal) do William Gibson, tido como um dos pais do cyberpunk; mas só no início deste ano tive oportunidade de ler “Neuromancer“, sua obra prima. Foi passar das vinte primeiras páginas para descobrir onde os irmãos Wachowski buscaram inspiração para – pelo menos! – metade do que mostram nos três filmes. Lembrando que “Neuromancer” foi lançado em 1984, ou seja, 15 anos antes do primeiro Matrix. Se veio da obra de Gibson boa parte da inspiração filosófica e conceitual – os dilemas homem vs. tecnologia, etc – hoje descobri, por acaso, de onde vieram as referências estéticas: de um anime sensacional chamado Ghost in the Shell. Trata-se da versão anime (desenho animado de estética mangá) de uma série homônima de história em quadrinhos que fez um sucesso danado no Japão no início dos anos 90. A trama gira em torno das aventuras/dilemas/perrengues de uma moça (a da imagem aí de cima) chamada Motoko Kusanagi, que é cyborg e trabalha para a companhia de segurança pública de Tóquio. Tá tudo lá: dos caracteres que flutuam na abertura até a cena das melancias que explodem em meio ao tiroteio, passando pela cena em que Neo e Trinity se escondem atrás das dezenas de pilastras de um salão.

Reinventando a indústria

8 dezembro, 2006

A Internet ainda vai salvar o mundo. Um indício disto é o conceito por trás do site Crowd Spirit – uma comunidade sem fins lucrativos, para ser mais exato – que promete fazer com a indústria de bens de consumo exatamente o que os blogs e o You Tube fizeram com a imprensa e com a mídia em geral. Querem dar voz ao usuário e criar um contexto onde boas idéias surjam, sejam aproveitadas e terminem por gerar produtos feitos de maneira colaborativa e na medida dos anseios de quem vai usa-los. Trata-se de uma iniciativa franco-escocesa cuja proposta é fomentar o invento de novos produtos e tecnologias, promovendo uma linha direta entre inventores e os consumidores em potencial de suas invenções. Da concepção ao lançamento, passando pela produção e pelas estratégias de marketing.

Funciona da seguinte maneira: inventores submetem idéias ou produtos inovadores para que sejam comentados pelos demais participantes, que por sua vez submetem problemas e desafios a serem “solucionados” pelos inventores.  Os membros da comunidade Crowd Spirit então votam, definem as especificações do novo produto e podem inclusive investir uma grana e ajudar a financiar sua fabricação – tornando-se sócios da nova empreitada em questão. Depois que o primeiros protótipos são fabricados, alguns membros pré-selecionados são convidados a testar o novo produto, para que sejam feitos os ajustes baseados em condições reais de utilização – sendo que esta etapa é realizada já com a participação de quem vai se ocupar da fabricação. Mesmo quando o novo lançamento já estiver nas prateleiras, a comunidade continuará participando, com seus membros atuando como promotores comerciais, suporte técnico, traduzindo os manuais para outras línguas, e por aí vai. Por enquanto os esforços estão focados no desenvolvimento de produtos eletrônicos cujo preço final não ultrapasse os U$200. Se tudo der certo, a médio prazo outros tipos de bens de consumo serão desenvolvidos, sem qualquer restrição. O regulamento do Crowd Spirit é claro: ao submeter uma idéia ou projeto, o participante está abrindo mão de todos os direitos e patentes. O que provavelmnente vai acontecer é que depois de algumas idéias bem sucedidas, os novos inventores vão alçar vôo próprio. Colaborar para depois lucrar. Será este o segredo do sucesso?

Piratas do mundo, uní-vos!

7 dezembro, 2006

Bandeira pirata

Hakim Bey é o pseudônimo de Peter Lamborn Wilson, norte-americano, escritor, poeta e anarquista radical. Dos anos 70 pra cá lançou uma série de ensaios e livros avassaladores, tendo se tornado ícone da contra-cultura, admirado por jovens esquerdistas e libertários em todo o mundo; tendo inclusive influenciado personagens célebres contemporâneos – e eles já o admitiram publicamente – como Michael Moore e Marilyn Manson. Diz-se que Bey também foi uma importante influência para os ideais e métodos guerrilheiros do sub-comandante Marcos. O depoimento de seus leitores/admiradores é sempre muito parecido: “Ler Hakim Bey foi um soco no estômago, me fez ver coisas que estavam ali diante do meu nariz e me alertou para outras sobre as quais nem desconfiava”. Já Hakim Bey, enquanto persona, é envolto em mistério: não dá entrevistas, não se deixa filmar, não revela seu endereço. Dá aula em uma universidade de Nova York e sabe-se que mora numa cidadezinha a 200 quilômetros de Manhattan. E só. Não tem computador, muito menos e-mail. E segundo algumas poucas entrevistas, não esperava que fosse tornar-se um ídolo da atual juventude guerrilheira.
Sua obra prima é o livro T.A.Z, sigla para Temporary Autonomous Zone; que segundo ele são a chave – e o método – para o bem sucedimento da revolução que está em curso. Hakim prevê o choque, cada vez mais intenso, entre o atual modelo de sociedade baseado em grandes corporações, capitalismo selvagem, exclusão social e ausência de privacidade; e a parcela da população que visa a interrupção deste processo e a retomada de antigos (ou a tentativa de novos) sistemas sociais. Em seus ensaios, desenvolve o conceito das utopias piratas, como exemplo recente de sociedades justas e calcadas na mais extrema das democracias. Explica que, ao contrário do que a Igreja e a História moderna contam, os piratas não devem ser confundidos com meros ladrões marítimos – e sim vistos como renegados, expulsos (ou fugitivos) de seus países, invariavelmente por terem ideais que batiam de frente com a ordem da época. Partiam em barcos e aportavam em algum cantão do mundo para criarem suas sociedades alternativas. A mais célebre, Leia o resto deste post »

Não me chateiem!

5 dezembro, 2006

A indústria insiste em usar a Internet como mídia e/ou canal de vendas; enquanto os donos dos milhões de computadores que a compõe e utilizam deixam claro que o atual modelo de negócios está longe de ser o ideal. O site BugMeNot é um fórum para a partilha de logins e senhas para uma enormidade de sites que bloqueiam parte do (ou todo) seu conteúdo para usuários registrados – seja cobrando assinatura ou vinculando o acesso ao recebimento de mail marketing.


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