

E se um dia pudermos imprimir objetos em 3D, com equipamentos capazes de dar forma – seja em plástico, cerâmica ou metal – a objetos que acabamos de criar na tela do computador? Ficção científica? Que nada: a tecnologia já existe e a longo prazo mudará completamente a maneira como a economia mundial se estrutura. Uma nova revolução industrial está começando a tomar forma: desta vez, não acontecerá em grandes fábricas, e sim em nossas próprias casas. Nicolas Negroponte, antigo diretor do Media Lab do MIT, nos EUA, previu em seu livro “A vida digital” que a revolução da micro informática e da Internet possibilitaria “a transformação de átomos em bits”. Não deu outra: hoje músicas e filmes circulam pela rede, a imprensa abandona o papel e migra para o mundo digital, e o que não falta são mundos virtuais simulando todos os aspectos do mundo real que conhecemos. Agora o ciclo será fechado: poderemos transformar bits em átomos, criando novas e infinitas possibilidades tecnológicas. Impressoras 3D utilizam um processo que no caso dos plásticos se chama estéreolitografia, onde o polímero toma forma por foto-endurecimento, tornando-se rígido ao entrar em contato com luz ultra violeta ou laser. Camada por camada, o plástico liquido vai se transformando no objeto desejado, que pode ser um brinquedo, um protetor para Ipod ou ainda a réplica de um fêmur para uma aula de anatomia. Além de criar objetos a partir do plástico líquido ou de um pó metálico especial, que vai sendo fundido pelo laser e tomando forma; também há modelos que permitem “esculpir” um bloco de matéria bruta como madeira, cerâmica ou espuma de alta densidade. O que poderia ser fabricado com estas novas impressoras? Maquetes de edifícios, utensílios personalizados para o lar, peças de reposição, objetos de decoração, ferramentas, próteses médicas, dentre milhões de outras possibilidades. Um dia será possível, por exemplo, escolher uma mesa de centro no catálogo digital de alguma loja e, logo após a compra, imprimi-la em casa. Delivery instantâneo. É um mercado ainda dominado por empresas americanas: 3D Systems, Stratasys e Z Corp; no entanto a alemã EOS o os gigantes Sony e DuPont têm, silenciosamente, investido pesado neste mercado que cresceu 60% de 2005 pra cá e que já movimenta 1 bilhão de dólares por ano.
9 Dezembro, 2006 às 5:54 pm
Adorei a novidade !!!
Como estudante de arquitetura sei do tempo que nos custa p/ fazer uma maquete em condições apresentáveis. rsrsrs
Seria o fim das noites sem sono e das intermináveis xícaras de café noite adentro ?!?!?!?!
PS: em compensação isso tb banalizaria a arte de esculpir a matéria bruta manualmente para lhe dar a forma, não apenas de um edifício, mas de objetos diversos em fim.
Mas q é interessante a idéia d poupar o tempo (ao menos d nós estudantes q precisamos d mtas horas mal dormidas p/ ilustrar um projeto em 3D) .. isso eh .. hehehe
27 Outubro, 2009 às 10:20 am
E MUITO BOM ESTÃO DE PARABÉNS