Sabe os códigos de barras, onde fileiras de barrinhas com números embaixo servem pra identificar o código do produto ou objeto em questão? Correm sério risco de se tornarem peça de museu. Tudo por conta dos “QR Codes”, uma versão muito mais moderna e eficiente de codificação, que ao longo dos últimos anos virou uma verdadeira febre no Japão – e de lá podem ganhar o mundo a qualquer momento. Os QR Codes não servem apenas para codificar produtos na prateleira de um supermercado: os quadradinhos cheios de pequenos pontos (eles têm a aparência de uma imagem pixelada) servem para carregar qualquer tipo de informação, como se fossem uma espécie de “disquetes gráficos”.O QR Code é um tipo de matrix code (código de barra bi-dimensional, neste caso específico) criado em 1994 pela corporação nipônica Denso Wave. Na época buscavam um código bi-dimensional que pudesse ser lido em alta velocidade (daí o QR, de “quick response”) – usando o infra-vermelho que já usamos para ler os códigos de barra de hoje em dia. Conseguem armazenar até 3 Kbytes de informação, num quadradinho de aproximadamente 2 cm de lado. No início foram adotados pela indústria para identificar peças na linha de montagem, mas logo migraram para o estoque e para as prateleiras. Mais recentemente, com a popularização dos celulares de 3a geração (com acesso a web e recursos multimídia), espalharam-se como um vírus, podendo hoje ser encontrados em qualquer esquina. Literalmente: em vários pontos de Tóquio há painéis detalhando o comércio do quarteirão em questão com um quadradinho QR Code ao lado da descrição de cada estabelecimento, linkando para os respectivos sites e serviços relacionados. Basta que o sujeito leia o código com seu celular para instantaneamente ter acesso a estes dados, já na tela do telefone.

A imprensa e o mundo da publicidade também já adotaram a tecnologia, com QR Codes nas matérias e nos anúncios, contendo links para mais detalhes sobre o assunto, games e serviços gratuitos. Até filipeta de festa de música eletrônica já têm os códigos, substituindo as coordenadas do evento. Os códigos podem carregar todo tipo de informação: texto, áudio, imagens, ringtones, e o que mais a imaginação permitir. Prepare-se: da parede ao papel, tudo está prestes a se tornar uma grande mídia digital.

1 Dezembro, 2006 às 10:16 am
muito legal, ein CID?!!
bjs
1 Dezembro, 2006 às 10:19 am
Fodão mesmo. Vou linkar do meu blog pra essa matéria.
1 Dezembro, 2006 às 10:51 am
Que maneiro! Não tinha ouvido falar disso ainda!
Mas como é o leitor? Com as barras, o leitor forma uma linha, então você não tem que ser preciso na pontaria. Mas e esse? Será que é uma bola com um diámetro maior que 2cm que voce aponta pro quadrado?
1 Dezembro, 2006 às 11:07 am
Uma invenção dessas tinha mesmo que vir do Japão =)
(e quando cada pessoa terá sua carteira de identidade substituída por um quadradinho desses, hein?!)
5 Dezembro, 2006 às 9:49 am
Logo agora que os códigos de barra tinham começado a ficar interessantes…
11 Abril, 2007 às 4:37 pm
ola…
MUIO LEGAL ESSA TECNOLOGIA…
MAS COMO FUNCIONA EXATAMENTE ESSES CODIGOS DE BARRA?
COMO SAO CAPAZES DE FAZER A LEIURA?
11 Abril, 2007 às 4:38 pm
SE PUDER MANDE ME RESPOSA PELO MEU EMAIL
ESTOU CURIOSA
22 Fevereiro, 2008 às 5:16 pm
Caramba, só conheci o QR code há pouco tempo… e esse post é de 2006.
Montei um sitezinho pra quem quizer gerar seu próprio QR Code.
http://brun.srv.br/smartcode/