Que mané Tok&Stok?! Faça você mesmo…

1 Dezembro, 2006 por passoadiante

BinFrame by Felix da PassShoeParking by Felix da Pass

Felix da Pass, um jovem designer inglês, entrou numas de encontrar soluções simples, baratas e eficientes para o lar……doce lar. Uma salva de palmas para seus projetos!

O mundo num quadradinho!

30 Novembro, 2006 por passoadiante

qrcode_toquio.jpg

QR Code 1Sabe os códigos de barras, onde fileiras de barrinhas com números embaixo servem pra identificar o código do produto ou objeto em questão? Correm sério risco de se tornarem peça de museu. Tudo por conta dos “QR Codes”, uma versão muito mais moderna e eficiente de codificação, que ao longo dos últimos anos virou uma verdadeira febre no Japão – e de lá podem ganhar o mundo a qualquer momento. Os QR Codes não servem apenas para codificar produtos na prateleira de um supermercado: os quadradinhos cheios de pequenos pontos (eles têm a aparência de uma imagem pixelada) servem para carregar qualquer tipo de informação, como se fossem uma espécie de “disquetes gráficos”.O QR Code é um tipo de matrix code (código de barra bi-dimensional, neste caso específico) criado em 1994 pela corporação nipônica Denso Wave. Na época buscavam um código bi-dimensional que pudesse ser lido em alta velocidade (daí o QR, de “quick response”) – usando o infra-vermelho que já usamos para ler os códigos de barra de hoje em dia. Conseguem armazenar até 3 Kbytes de informação, num quadradinho de aproximadamente 2 cm de lado. No início foram adotados pela indústria para identificar peças na linha de montagem, mas logo migraram para o estoque e para as prateleiras. Mais recentemente, com a popularização dos celulares de 3a geração (com acesso a web e recursos multimídia), espalharam-se como um vírus, podendo hoje ser encontrados em qualquer esquina. Literalmente: em vários pontos de Tóquio há painéis detalhando o comércio do quarteirão em questão com um quadradinho QR Code ao lado da descrição de cada estabelecimento, linkando para os respectivos sites e serviços relacionados. Basta que o sujeito leia o código com seu celular para instantaneamente ter acesso a estes dados, já na tela do telefone.
QR Code 2

A imprensa e o mundo da publicidade também já adotaram a tecnologia, com QR Codes nas matérias e nos anúncios, contendo links para mais detalhes sobre o assunto, games e serviços gratuitos. Até filipeta de festa de música eletrônica já têm os códigos, substituindo as coordenadas do evento. Os códigos podem carregar todo tipo de informação: texto, áudio, imagens, ringtones, e o que mais a imaginação permitir. Prepare-se: da parede ao papel, tudo está prestes a se tornar uma grande mídia digital.

A Música Bastarda de Barcelona

27 Novembro, 2006 por passoadiante

 La Kinky Beat

No final da década de 80, o espanhol Gato Pérez – mega popular naquelas bandas – resolveu que seu novo disco traria uma mistura de música típica espanhola com rumba. Fez um sucesso danado. E inspirou uma nova geração de músicos, que aos poucos foi misturando muitas outras coisas à música espanhola; a ponto de ver esta nova vertente musical começar a ser chamada de Música Bastarda. O primeiro grande nome a comprar a briga foi Mano Chao, que investiu na sonoridade em seus trabalhos do início desta década e é tido como a “enzima catalisadora” desta história toda. Os principais artistas deste movimento bastardo são La Kinky Beat, Muchachito Bombo Infierno e Wagner Pa – este último um brasileiro filho de diplomatas, que mora por lá há 15 anos. Misturam música espanhola com ska, rumba, R&B, House, Rock, e mais o que der na telha. O resultado é sensacional: som festeiro e dançante, que ao longo dos últimos anos tornou-se o som oficial da juventude de Barcelona, em seguida ganhou a Espanha inteira e agora está prestes a tomar a Europa de assalto.

Teve a vida salva pelo iPod

24 Novembro, 2006 por passoadiante

A tecnologia pode salvar vidas e disto ninguém duvida. E não estou falando dos avanços na medicina ou dos novos – e mais eficazes – remédios. Falo de recursos e produtos que surgiram como tecnologia de ponta, migraram das feiras high-tech para as prateleiras das lojas e ano após ano foram se popularizando e sendo definitivamente incorporados ao nosso cotidiano. O telefone celular é um ótimo exemplo: me lembro das primeiras vezes em que li notícias sobre acidentes que foram evitados graças a um telefonema, ou sobre o socorro médico que chegou rápido graças a uma testemunha ocular que – por sorte – era um feliz detentor de um telefone portátil. Nessa época os celulares ainda eram enormes e raros. O tempo foi passando e os celulares deixaram de ser um artigo de luxo para tornarem-se uma ferramenta indispensável para o homem moderno. Uma verdadeira febre de consumo, para ser mais exato; que trouxe mudanças irreversíveis ao nosso dia-a-dia. Tanto com relação aos adolescentes que não desgrudam do aparelho quanto à questões de segurança: me lembro quando anos atrás a tevê mostrou as imagens do terrorista na Líbia que, por culpa do seu celular, foi localizado em pleno deserto e virou mira instantânea de um míssil norte-americano disparado em função de suas coordenadas. O tempo não pára e hoje fotos tiradas por celulares já são usadas – e aceitas – como provas em investigações e/ou julgamentos; além de serem usados como meio de comunicação coletiva instantânea: nos EUA alguns estados já estão enviando alertas em SMS para avisar a população sobre possíveis catástrofes naturais ou atentados. O que – para quem não vive grudado na TV ou no rádio – pode ser um santo remédio.

A tecnologia também pode ajudar – e muito – de maneiras bem inusitadas, como no caso do PM carioca que em 2005 foi baleado no peito e salvo pelo celular que carregava no bolso. Ou no caso da canadense Pini Nou, de 25 anos, que semana passada saiu com sua mãe para colher cogumelos e perdeu-se na floresta. A bateria de seu celular acabou e ela foi salva, muitas horas depois, graças à forte luz de seu iPod, visto do alto pelos bombeiros no helicóptero! Moral da história: aproveitem tudo o que a tecnologia nos oferece de bom e recarregue sempre as baterias! Inclusive as suas…. :-)

Arte em jóias

17 Novembro, 2006 por passoadiante

Simantov

No universo da alta joalheria, normalmente são o material usado e sobretudo a técnica do ourives os fatores que fazem toda a diferença. Há uma enorme variedade de materiais e verdadeiros gênios na técnica de se tratar metais e pedras. No entanto, de maneira geral, há pouca variação criativa: existe uma estética comum à boa parte das jóias contemporâneas vendidas no mundo e os poucos artistas que propõe novas idéias e formas, o fazem tentando aplicar às jóias tecnologias e tendências do design industrial moderno. Reubin Simantov encontrou uma terceira via: faz jóias atemporais, que às vezes remetem ao Egito antigo, outras vezes à Europa de mil anos atrás, mas que, graças à originalidade de suas técninas e à beleza única das peças, têm sempre uma aura de século XXI. Veja com seus próprios olhos…

Imprimindo em 3D: a segunda revolução industrial

16 Novembro, 2006 por passoadiante

Impressora 3DImpressora 3D - modelos

E se um dia pudermos imprimir objetos em 3D, com equipamentos capazes de dar forma – seja em plástico, cerâmica ou metal – a objetos que acabamos de criar na tela do computador? Ficção científica? Que nada: a tecnologia já existe e a longo prazo mudará completamente a maneira como a economia mundial se estrutura. Uma nova revolução industrial está começando a tomar forma: desta vez, não acontecerá em grandes fábricas, e sim em nossas próprias casas. Nicolas Negroponte, antigo diretor do Media Lab do MIT, nos EUA, previu em seu livro “A vida digital” que a revolução da micro informática e da Internet possibilitaria “a transformação de átomos em bits”. Não deu outra: hoje músicas e filmes circulam pela rede, a imprensa abandona o papel e migra para o mundo digital, e o que não falta são mundos virtuais simulando todos os aspectos do mundo real que conhecemos. Agora o ciclo será fechado: poderemos transformar bits em átomos, criando novas e infinitas possibilidades tecnológicas. Impressoras 3D utilizam um processo que no caso dos plásticos se chama estéreolitografia, onde o polímero toma forma por foto-endurecimento, tornando-se rígido ao entrar em contato com luz ultra violeta ou laser. Camada por camada, o plástico liquido vai se transformando no objeto desejado, que pode ser um brinquedo, um protetor para Ipod ou ainda a réplica de um fêmur para uma aula de anatomia. Além de criar objetos a partir do plástico líquido ou de um pó metálico especial, que vai sendo fundido pelo laser e tomando forma; também há modelos que permitem “esculpir” um bloco de matéria bruta como madeira, cerâmica ou espuma de alta densidade. O que poderia ser fabricado com estas novas impressoras? Maquetes de edifícios, utensílios personalizados para o lar, peças de reposição, objetos de decoração, ferramentas, próteses médicas, dentre milhões de outras possibilidades. Um dia será possível, por exemplo, escolher uma mesa de centro no catálogo digital de alguma loja e, logo após a compra, imprimi-la em casa. Delivery instantâneo. É um mercado ainda dominado por empresas americanas: 3D Systems, Stratasys e Z Corp; no entanto a alemã EOS o os gigantes Sony e DuPont têm, silenciosamente, investido pesado neste mercado que cresceu 60% de 2005 pra cá e que já movimenta 1 bilhão de dólares por ano.

Perrengue na barraca, nunca mais!

14 Novembro, 2006 por passoadiante

TravelPod

Por falar em moradia, tem gente investindo em novas idéias e formatos de hospedagem. Travelogdge é uma rede inglesa de hotéis, que de uns anos pra cá deu uma boa sacudida no setor hoteleiro inglês, oferecendo preços ótimos e hospedagem justa, tendo os jovens como principal público alvo. Pois agora resolveram transcender o conceito de quarto de hotel, criando umas unidades móveis para serem usadas e grandes festivais de música. Não apenas querem que os jovens venham aos seus estabelecimentos: estão decididos a irem onde eles estão, principalmente se for um lugar com 20 mil pessoas acampadas – às vezes sob frio e chuva. O TravelPod tem 6×2 metros, cama de casal, lavabo e paredes de acrílico transparente. Pode ser montado em qualquer superfície plana, em pouquíssimo tempo. Exatamente o mesmo conceito da Toca do Gugu, só que em versão século XXI.

Mônaco brasileira: cortiços de “alto luxo”

10 Novembro, 2006 por passoadiante

Monaco brasileira

Achei que todos os recordes da cafonice e do provincianismo babaca tinham sido batidos com o lançamento do empreendimento Îles de la Península, na Barra da Tijuca, aqui no Rio de Janeiro. Enquanto praticamente todos os estabelecimentos do bairro têm nomes em inglês, quando se trata de batizar o condomínio, bacana mesmo é nome afrancesado. Pois agora estão anunciando a “mais nova onda do momento”, o condomínio Les Residènces de Monaco que – apesar do nome – fica ali mesmo na Av. Sernambetiba, de frente pra praia da Barra, a 3 km da maior favela da América Latina.

O que poucas pessoas sabem é que – apesar de serem classificados como condomínios de “alto luxo” – todos estes novos edifícios da Barra, de uns 10 anos para cá, não tem paredes. Exatamente isto que você leu. Um lance meio Arca de Noé do Vinícius de Moraes: “ninguém podia dormir na rede, porque na cada não tinha parede”. O que as empreiteiras têm chamado de parede desde então são placas de gesso acartonado, que nada mais são do que placas de eucatex (farelo de papelão aglomerado industrialmente) cobertas de gesso. Os andares são enormes salas e os apartamentos vão tomando forma com a colocação destas placas, como se fossem divisórias. As tubulações e a rede elétrica ficam nos espaços entre uma placa e outra, espaços estes que as vezes são preenchidos com espuma de fibra de vidro, pra dar uma isolada acústica. Vã tentativa de evitarem um climão de cortiço de início de século, que tinham as paredes feitas de finíssimas placas de madeira, criando um ambiente promíscuo onde todos escutam a intimidade dos outros.

O Mônaco verdadeiro, aquele que tem segurança, tratamento de esgoto, coleta seletiva de lixo, trânsito organizado, polícia honesta, pessoas educadas e prédios com paredes de tijolo maciço; não quer ver seu nome associado à delírios de novos-ricos tropicais: a embaixada está processando a Brascan – que é a imobiliária responsável pela idéia genial em questão – pois não quer qualquer ligação  tal empreendimento carioca seja associado ao Principado.

Hipocritamente corretos

7 Novembro, 2006 por passoadiante

 Mondonation

Neste início de século, face à situação um tanto quanto complicada pela qual nosso planeta está passando – poluição, pobreza, guerras – movimentos de consciência ecológica e solidária tomam cada vez mais força. De uns tempos para cá, também tem aumentado a oferta de marcas e produtos ecologicamente corretos: algumas coisas realmente bacanas, outras tantas não passando de oportunismo hipócrita. No entanto nenhuma destas iniciativas recentes supera a grande sacada que é a Mondonation, tanto no quesito criatividade quanto no quesito caça-níqueis. A empreitada concilia a venda de camisetas personalizáveis e a doação (em dinheiro) a alguma sociedade filantrópica. Na parte frontal da camiseta a estampa é fixa (I believe, que em português quer dizer “eu acredito”)  já a frase das costas é criada online pelo comprador. Veja o papinho que eles mandam no site: “Se partilharmos nossas crenças, vestindo-as sobre nossos corpos, elas ganharão força. Além de influenciar a nós mesmos, isto também começará a afetar as pessoas com quem entramos em contato. Damos às pessoas a oportunidade de vestir aquilo em que elas acreditam”.

Tudo muito bonito, mas os milhões de t-shirts em todo mundo estampando a efígie de Che Guevara são a prova concreta de que esta teoria é um completo disparate. Eles contam como é o modelo de negócios: a camiseta custa 33 dólares canadenses, sendo que 20% deste valor é lucro líquido e outros 20% serão doados para alguma instituição. Estão vendendo horrores, lucrando bastante e doando do mesmo tanto. Mas se cobrassem menos pela camiseta e não fizessem doação alguma, venderiam do mesmo tanto? E se não houvesse camiseta, existindo apenas o estímulo à doação, estariam arrecadando da mesma maneira? O que eles vendem é marketing pessoal: solidariedade enquanto comportamento bem visto, símbolo cool para uma juventude narcisista e hipócrita. Profetizam: “quando pessoas suficientes estiverem focando energia em direções positivas, coisas maravilhosas vão acontecer.” Será? Que coisas? O mundo explodirá e gotas de amor cairão do céu? Se as pessoas fizerem suas próprias camisetas, em vez de comprá-las, o efeito será o mesmo? Explore o site com atenção e descubra qual grande marca norte-americana de vestuário está por trás da Mondonation. E admita que é uma idéia genial.

Só no gogó….e faz miséria!

6 Novembro, 2006 por passoadiante

O nome dele é Kid Beyond e o que ele faz vai deixar vocês estarrecidos. O cara é o rei, o mago, o semi-deus do beatboxing – pra quem não sabe a arte de se reproduzir sons de percussão, ou de qualquer outro instrumento, com a boca. Apenas a boca. Com o Ableton Live, um programinha que entre outras coisas permite a gravação e a criação de loops de áudio em tempo real, conseguiu desenvolver um formato musical novo e impressionante. Começa gravando um som de baixo, por exemplo, que no apertar de um botão continua indefinidamente em loop. Em seguida, por cima do baixo, grava uns sons de bateria eletrônica. Vai formando a música, gravando camada por camada, cada “instrumento” mais impressionante que o outro. E quando tudo parece pronto, você custando a acreditar que ele tenha feito aquilo tudo no gogó, o cara ainda se põe a cantar, mó vozeirão soul, improvisando por cima. Veja também este vídeo na CurrentTV, e depois procure no YouTube pelo nome do cara. Tá virando um mito.